quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Alquimista - Paulo Coelho

O Alquimista - Paulo Coelho

Muito se fala sobre esse autor. Ele é membro da Academia Brasileira de Letras, mas não se tornou imortal por isso. Ao contrário, ele já era imortal antes de seu ingresso. Apesar disso, muitos duvidam que ele deveria estar na cadeira 21, como seu oitavo ocupante.

O primeiro livro que li dele foi o Alquimista. Antes dele, Paulo Coelho (PC) publicou Arquivos do Inferno, Manual Prático do Vampirismo (participante), O Diário de um Mago. Li muitos outros depois (Brida (1990), As Valkírias (1992), Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei (1994), Maktub, O Demônio e a Srta. Prym (2000), Onze Minutos (2003), O Zahir (2005), A Bruxa de Portobello (2007) e talvez outros), mas o que mais gostei foi o Alquimista. Este foi o livro mais vendido de todos os tempos no Brasil e, dos que li, o que tem melhor roteiro.

A marca registrada dele é a busca pelo espiritual, algo que compartilho com ele. Começou com filosofia esotérica e depois foi para a mitologia cristã.

O Alquimista conta a história de um rapaz que teve um sonho. Nele, encontra um tesouro no outro lado do estreito de Gibraltar. Quando acordou, decidiu ir em busca do tesouro. No caminho, cresce como pessoa, espiritualmente e descobre alguns poderes espirituais. O final é bem legal. Recomendo a leitura.

Ele não é um escritor brilhante, mas obtém resultados brilhantes. Qual o segredo? Primeiro, ele escreve corretamente, de modo muito simples e direto. Suas mensagens têm apelo e chegam facilmente a todos. Não é daqueles escritores rebuscados, chatos, sempre preocupados em mostrar erudição. Paulo tem textos que beiram a hulmildade e que sintonizam com o leitor. Segundo, suas mensagens são otimistas e construtivas; as pessoas gostam disso e eu também. Ele, ao contrário das escolas de língua inglesa, não é muito descritivo - como eu, prefere movimento à imagem. Essas qualidades, que são imensas, não bastam para alcançar seu patamar. O mercado editorial é arisco, avesso aos riscos e pouco investe em desconhecidos, ainda que ele já tivesse expressão quando se lançou às letras. O PC trabalhou muito na sua promoção, ao ponto de panfletar seu trabalho. Mereceu destaque.

Acredito que ele mereça a cadeira na ABL. Colocou a literatura nacional nas listas de mais vendidos na França, Brasil, Polônia, Suíça, Áustria, Argentina, Grécia, Croácia. Foi o segundo escritor mais vendido do mundo em 1998. Só O Alquimista chegou ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos em 18 países. A lista de condecorações dele é imensa!

Assim, apesar das discussões entre os apaixonados e os detratores, não há o que discutir sobre seus números. São mesmo impressionantes.


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